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Amigos, Aspas

Anteriormente, eu gelava socialmente. Não tinha noção do quanto isso era benéfico para mim. Fui trouxa ao pensar que viver em minha própria companhia, com papel, lápis e dois amigos reais, era algo ruim. Por eu ser mais fechado, isso impactava diretamente meu desenvolvimento acadêmico e meu aprendizado no geral.

No entanto, quando comecei a socializar mais, isso me trouxe amigos(a) — ou “amigos(a)” — que não eram reais. Antes, eu conseguia ter autocontrole sobre emoções como felicidade, raiva e tristeza, algo que depois de socializar eu não consegui mais manter da mesma forma.

Esqueci todos os meus hobbies e as coisas que eu gostava, como programar e mexer com hardware. E fico surpreso ao perceber isso agora. Sinceramente, foi melhor mexer com um dispositivo embarcado com Windows CE 6.0 do que socializar. Porque com aquele embarcado eu pude aprender muito mais sobre hardware e atualidade. Era uma experiência útil, interessante e até social de certa forma.

Mas depois que passei a socializar mais, tudo pareceu descer ladeira abaixo. Aprendi a entender quem são falsos, interesseiros e pessoas que nem sabem o que é intonação. Abandonei a mim mesmo por um prazer falso e imaturo que foi tragicamente ruim para minha saúde mental.

Então, o que eu realmente aprendi com isso?

Aprendi que eu possuía a habilidade de me autocontrolar. Que eu conseguia pensar melhor e viver um momento mesmo com as barreiras de fora. O problema foi que eu abandonei isso. Na verdade, o que eu quero dizer é que eu conseguia aproveitar melhor o meu próprio mundo.

Por que eu abandonei isso?

Isso não foi apenas influência minha. Tive “amigos(a)” envolvidos nisso, influências que acabaram me levando para o buraco.

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