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Quandos as "Brincadeiras" Evoluem para o mestre.

  Em muitas instituições de ensino, o papel do professor deveria ser orientar, ensinar e incentivar os alunos. Porém, quando atitudes desiguais, machistas e despreparadas passam a ser ignoradas ou até defendidas pela própria escola, o ambiente educacional se transforma em um espaço de desconforto e injustiça.   O professor em questão demonstrava comportamentos considerados machistas e tratava os alunos de maneira desigual. Além disso, suas explicações eram frequentemente superficiais e confusas, como se todos já fossem obrigados a dominar assuntos que ainda estavam aprendendo. Em vez de ensinar com paciência, muitas vezes transmitia a sensação de que a dúvida do aluno era um problema.   Mesmo diante das reclamações e da insatisfação dos estudantes, a instituição passou a defender o professor, minimizando as críticas e ignorando os impactos negativos em sala de aula. Isso gerou um sentimento de desamparo entre os alunos, que passaram a perceber que suas dificuldades não er...
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Amigos, Aspas

Anteriormente, eu gelava socialmente. Não tinha noção do quanto isso era benéfico para mim. Fui trouxa ao pensar que viver em minha própria companhia, com papel, lápis e dois amigos reais, era algo ruim. Por eu ser mais fechado, isso impactava diretamente meu desenvolvimento acadêmico e meu aprendizado no geral. No entanto, quando comecei a socializar mais, isso me trouxe amigos(a) — ou “amigos(a)” — que não eram reais. Antes, eu conseguia ter autocontrole sobre emoções como felicidade, raiva e tristeza, algo que depois de socializar eu não consegui mais manter da mesma forma. Esqueci todos os meus hobbies e as coisas que eu gostava, como programar e mexer com hardware. E fico surpreso ao perceber isso agora. Sinceramente, foi melhor mexer com um dispositivo embarcado com Windows CE 6.0 do que socializar. Porque com aquele embarcado eu pude aprender muito mais sobre hardware e atualidade. Era uma experiência útil, interessante e até social de certa forma. Mas depois que passei a soc...

Quero Criar Algo Que o Mundo Use

Não quero criar algo só para mim. Não quero criar algo só para ganhar dinheiro. Quero criar algo que o mundo use. Algo que facilite. Algo que resolva. Algo que ajude. Desde pequeno, desmontar coisas sempre foi mais interessante do que apenas usar. Entender como funciona é quase um vício. Talvez seja isso que diferencia quem consome de quem constrói. O mundo está cheio de usuários. Mas poucos querem ser criadores. Criar algo que o mundo use não é sobre fama. É sobre impacto. É abrir um programa e pensar: “Eu fiz parte disso.” É saber que, em algum lugar, alguém resolveu um problema por causa de algo que você desenvolveu. Pode ser um software. Pode ser uma IA. Pode ser uma ferramenta simples. Mas precisa ter propósito. Porque criar por ego é barulho. Criar por utilidade é legado. Eu não quero ser lembrado por falar alto. Quero ser lembrado por construir algo que funcione. E quando esse dia chegar, talvez todas as fases de exclusão, silêncio e aprendizado tenham sido apenas preparação.

Quando Distorcem Seu Nome

Existe algo curioso sobre ambientes fechados: as narrativas se espalham rápido. Às vezes não é o que você disse. É o que decidiram repetir. Todos os dias, escuto versões caricatas de mim mesmo. Imitações. Tons exagerados. Frases repetidas como se fossem identidade. “Ah, eu sou o Henrique… sou idiota… porque sou especial, tem que gostar de mim.” Dito em tom de deboche. É interessante como algumas pessoas constroem um personagem seu que nunca existiu. Não é crítica construtiva. Não é conversa. É distorção. E distorção constante corrói. Por dentro, dói. Não porque a fala seja verdadeira. Mas porque a repetição tenta torná-la real. Agora vem a pergunta importante: Por que, em um ambiente onde todos convivem todos os dias, a desigualdade emocional é tão comum? Por que alguns escolhem diminuir para se sentirem maiores? Imaturidade é barulhenta. Segurança é silenciosa. Quando alguém precisa criar uma versão distorcida de você para rir, não é você que está sendo reduzido. É o nível da conversa...

Escolher Para Ser Respeitado? Isso é Inaceitável.

Existe uma regra não escrita na maioria dos ambientes: Você só merece respeito depois que provar algo. Antes disso, você é ignorado. Ou testado. Ou diminuído. Respeito virou medalha. Se você já venceu, já é reconhecido, já tem validação social… pronto. Agora pode ser tratado como humano. Mas se está começando? Se ainda está construindo? Se ainda não tem plateia? Então aguente. Essa lógica é confortável para quem observa de fora. Respeitar quem já venceu não exige coragem. Só exige seguir a multidão. O verdadeiro teste de caráter é respeitar quem ainda está em construção. Todo nome grande já foi desconhecido. Todo talento já foi subestimado. Todo sistema estável já foi instável. Mas a sociedade prefere respeitar o resultado — não o processo. E isso revela algo perigoso: Muita gente não respeita pessoas. Respeita status. E status muda. Se você só valoriza alguém depois que o mundo aprova, talvez o problema nunca tenha sido o iniciante. Talvez seja sua capacidade de enxergar valor antes d...

Uma Denúncia Silenciosa

Há alguns anos, venho convivendo com pessoas que drenam energia. Nem todas, claro. Seria injusto generalizar. Mas existem aquelas presenças que parecem especializadas em diminuir, excluir, rotular. A exclusão, de certa forma, veio pré-instalada em mim. Como um software que já nasce com certos bugs — ou talvez com certas configurações diferentes do padrão. No começo, eu tentava entender. Depois, tentava corrigir. Hoje, apenas observo. Ser calado vira defeito. Ser diferente vira motivo. Ser você mesmo vira alvo. É curioso como, em alguns ambientes, quem não faz barulho vira invisível — ou pior, vira piada. Palavras são lançadas como se não tivessem peso. Comentários são feitos como se não deixassem marcas. Mas deixam. E deixam principalmente quando você ainda está aprendendo quem é. Por muito tempo, eu achei que precisava me adaptar. Falar mais alto. Jogar melhor. Agir como esperam. Me encaixar no molde invisível que parece governar aquele espaço. Mas existe uma coisa que ninguém ensina:...

Ah, volta às aulas!

As férias acabaram. Foram muito boas — exceto pela parte da faxina, claro. A sala ficou mais silenciosa depois que dois ou três alunos saíram. A paz até tentou ficar… mas não durou muito. Um deles voltou. Os “garotos que se acham os gostosões” continuam com a falta de respeito, principalmente com quem não se encaixa no padrão deles. Empatia? Parece que esqueceram o significado da palavra. Ainda assim, há um lá no fundão que demonstra um certo respeito — algo raro naquele grupo. Se você fosse como eu e tentasse falar algo, provavelmente seria “rebaixado” com comentários desagradáveis. Há dois garotos que são o verdadeiro “O” na minha cabeça — afinal, falar algo e te chamarem de protagonista não é exatamente um elogio. Na Educação Física, a situação piora. Vou admitir: sou horrível jogando. Talvez seja por isso que às vezes sou deixado de lado. Mas, tirando tudo isso, foi bom voltar. Reencontrei meus amigos — e essa parte me deixa feliz. Também gostei do professor de Ciências, mesmo ele ...