Existe algo curioso sobre ambientes fechados:
as narrativas se espalham rápido.
Às vezes não é o que você disse.
É o que decidiram repetir.
Todos os dias, escuto versões caricatas de mim mesmo.
Imitações.
Tons exagerados.
Frases repetidas como se fossem identidade.
“Ah, eu sou o Henrique… sou idiota… porque sou especial, tem que gostar de mim.”
Dito em tom de deboche.
É interessante como algumas pessoas constroem um personagem seu que nunca existiu.
Não é crítica construtiva.
Não é conversa.
É distorção.
E distorção constante corrói.
Por dentro, dói.
Não porque a fala seja verdadeira.
Mas porque a repetição tenta torná-la real.
Agora vem a pergunta importante:
Por que, em um ambiente onde todos convivem todos os dias,
a desigualdade emocional é tão comum?
Por que alguns escolhem diminuir para se sentirem maiores?
Imaturidade é barulhenta.
Segurança é silenciosa.
Quando alguém precisa criar uma versão distorcida de você para rir,
não é você que está sendo reduzido.
É o nível da conversa.
E talvez o mais revelador seja isso:
Quem respeita apenas o popular revela dependência de validação.
Quem ataca o diferente revela insegurança.
Eu não controlo o que dizem.
Mas controlo o que absorvo.
Se critiquei algo aqui, estou preparado para críticas também.
Não seria coerente falar sobre respeito e não aceitar discordância.
Mas antes de responder impulsivamente,
recomendo ler os últimos posts.
Eles não são ataques.
São reflexões.
E se algum desconforto surgiu ao ler isso,
talvez não seja ofensa.
Talvez seja espelho.
O Que Acham?
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