Pular para o conteúdo principal

Escolher Para Ser Respeitado? Isso é Inaceitável.

Existe uma regra não escrita na maioria dos ambientes:
Você só merece respeito depois que provar algo.
Antes disso, você é ignorado.
Ou testado.
Ou diminuído.
Respeito virou medalha.
Se você já venceu, já é reconhecido, já tem validação social…
pronto. Agora pode ser tratado como humano.
Mas se está começando?
Se ainda está construindo?
Se ainda não tem plateia?
Então aguente.
Essa lógica é confortável para quem observa de fora.
Respeitar quem já venceu não exige coragem.
Só exige seguir a multidão.
O verdadeiro teste de caráter é respeitar quem ainda está em construção.
Todo nome grande já foi desconhecido.
Todo talento já foi subestimado.
Todo sistema estável já foi instável.
Mas a sociedade prefere respeitar o resultado —
não o processo.
E isso revela algo perigoso:
Muita gente não respeita pessoas.
Respeita status.
E status muda.
Se você só valoriza alguém depois que o mundo aprova,
talvez o problema nunca tenha sido o iniciante.
Talvez seja sua capacidade de enxergar valor antes do aplauso.
Respeito não deveria ser prêmio.
Deveria ser padrão mínimo.

Ah, E Acompanhe Meu Blog, Amanhã Tem Mais!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Quando Ser Humano é Proibido

Este blog é meu refúgio. Aqui escrevo não apenas para lembrar, mas para sobreviver. Cada palavra é uma tentativa de organizar o caos que me cerca, de transformar feridas em cicatrizes que não doem tanto quando vistas de fora. Durante muito tempo, eu me escondi em um grupo de escola. Achava que lá poderia encontrar companhia, talvez até amizade. Mas o que encontrei foi um palco de crueldades. Um espaço onde o riso era sempre às custas de alguém, onde a lógica era tão BURRA que a bondade se tornava fraqueza e a maldade virava passatempo. Lembro-me do dia em que mandei um vídeo simples — eu, sorrindo, arrumando malas, vivendo. Algo pequeno, inocente, humano. Mas naquele lugar, ser humano era proibido. O retorno foi uma avalanche de figurinhas obscenas, xingamentos, ofensas que ultrapassavam a idade deles. Naquele universo distorcido, o errado era permitido, e o certo era punido. Eles chamavam isso de “ zoeira ”. Eu chamava de veneno. Sempre me acusaram de querer chamar atenção. Engraçado...

O que é ser normal?

 O que é, afinal, ser normal? Dizem que eu preciso “ser normal”. Mas quando olho ao redor, vejo gente repetindo as mesmas frases, rindo das mesmas coisas, imitando os mesmos gestos, rindo de xingamentos e desprezos, como se a vida fosse um teatro onde só existe um papel disponível. E se eu bato palma alto demais? E se eu sorrio mais do que a média? E se eu me empolgo, Se eu faço aplicativos, Programas para PCs, se sou feliz sem pedir licença? Isso me torna “anormal”? Então me pergunto: normalidade é só um sinônimo educado para mediocridade ? Já percebi que quando falam “seja normal”, o que querem dizer é: “seja como nós”. Ou pior: “apague o que te faz único, disfarce o que te faz diferente, se encolha até caber na nossa caixinha.” E o que sobra de mim depois disso? Nada. Se ser normal significa abandonar meus sonhos, minha forma de pensar, minha alegria espontânea, então eu não quero. Prefiro continuar sendo o “estranho”, o “diferente”, o “fora da curva”. Porque no fundo, norma...

Um evento que me marcou

Era 12:10. A sala estava um caos absoluto: risadas, papel caindo, conversas paralelas — impossível se concentrar. Eu tentava escrever, quieto, tentando não atrapalhar ninguém, mas por um momento precisei levantar a voz. Apenas isso. Foi nesse instante que a pessoa no comando da aula me encarou e disse, em tom alto e firme: — “Se você gritar de novo, você sai da sala! Estou com dor de cabeça!” O barulho desapareceu num instante. Dava pra ouvir até um alfinete cair. Mas aquele silêncio não nasceu do respeito. Veio do medo. Medo de falar, medo de existir, medo de errar diante de quem prefere impor autoridade em vez de construir diálogo. E o que mais me deixou revoltado foi a contradição absurda: a sala sempre faz barulho. Todo mundo reclama, todo mundo grita, ninguém se importa. Mas eu, que quase sempre fico quieto, fui o alvo. Um único momento de expressão, e fui punido. A escola punindo quem está mais à mão, ignorando o caos real, ignorando a verdade que incomoda. Esse episódio me mostr...