O que é, afinal, ser normal? Dizem que eu preciso “ser normal”. Mas quando olho ao redor, vejo gente repetindo as mesmas frases, rindo das mesmas coisas, imitando os mesmos gestos, rindo de xingamentos e desprezos, como se a vida fosse um teatro onde só existe um papel disponível. E se eu bato palma alto demais? E se eu sorrio mais do que a média? E se eu me empolgo, Se eu faço aplicativos, Programas para PCs, se sou feliz sem pedir licença? Isso me torna “anormal”? Então me pergunto: normalidade é só um sinônimo educado para mediocridade ? Já percebi que quando falam “seja normal”, o que querem dizer é: “seja como nós”. Ou pior: “apague o que te faz único, disfarce o que te faz diferente, se encolha até caber na nossa caixinha.” E o que sobra de mim depois disso? Nada. Se ser normal significa abandonar meus sonhos, minha forma de pensar, minha alegria espontânea, então eu não quero. Prefiro continuar sendo o “estranho”, o “diferente”, o “fora da curva”. Porque no fundo, norma...